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O Papel da Equipa de Mediação com o Novo Encerramento das Escolas

Com o novo encerramento das escolas, a 15/01/2021, e a consequente retoma do Ensino à Distância, a 08/02/2021, a Equipa de Mediação assume novamente um papel relevante no acompanhamento das crianças e jovens nas comunidades no que se refere ao apoio social e escolar.

Nesta fase, o trabalho dos Mediadores, mais do que centrado na sensibilização para os perigos da doença e nos cuidados a ter, foca-se sobretudo na orientação/ ajuda dos trabalhos escolares e na importância da sua concretização.

Timeline

Timeline

Desde o inicio do projeto foram desenvolvidas diferentes acções que pode consultar no seguinte timeline.

2021

2020

2019

O Papel dos Mediadores no Estado de Pandemia

O repentino e inesperado encerramento das escolas a 13/03/2020 e o subsequente Estado de Emergência, decretado a 18/03/2020, veio também inesperadamente levantar questões práticas no trabalho diário dos Mediadores, obrigando-os a redefinir a metodologia de trabalho junto das crianças e das famílias das comunidades ciganas.

Assim, desde o primeiro momento, embora através de contactos telefónicos diários, a Equipa começou por fazer trabalho de sensibilização junto das comunidades para os riscos e cuidados a ter face à informação que todos os dias era veiculada pela DGS. Por outro lado, tiveram igualmente um papel importante com estes contactos diários, no sentido de poder rapidamente identificar e reportar junto do Delegado de Saúde eventuais situações de doença derivada do vírus Covid-19 nas comunidades, o que não se veio a verificar.

Poucos dias depois, já em contexto de trabalho diário no terreno, no que respeita às crianças e jovens estudantes é de ressaltar o papel e empenho dos Mediadores como interlocutores na entrega e recolha dos trabalhos escolares junto daqueles que não tinham ou não conseguiram ter acesso às tecnologias disponibilizadas, mas também no auxílio daqueles que, tendo acesso aos meios, não tinham formação ou apresentavam dificuldades na compreensão ou envio dos trabalhos remetidos pelas plataformas.

Semanas mais tarde, aquando do período das matrículas escolares na plataforma do Ministério da Educação e consequentemente na inscrição da plataforma da Autarquia para apoio às refeições, transporte e Atividades de Apoio à Família, o auxílio da Equipa de Mediadores foi crucial para estas famílias, dadas as dificuldades da maioria destes agregados familiares no acesso e/ ou domínio destas ferramentas eletrónicas.

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“A mediação intercultural é uma ferramenta fundamental”

“A mediação intercultural é uma ferramenta fundamental para promover espaço de interação positiva, de conhecimento mútuo, entre a diversidade de que são feitas as nossas sociedades”, afirmou a Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro, no Lançamento do Projeto de Mediação Intercultural que decorreu esta quarta-feira, dia 20 de março, no Palácio Baldaya, em Lisboa. Na presença do Alto-Comissário para as Migrações, Pedro Calado, de mediadores e de representantes dos municípios, das entidades parceiras e da academia, Rosa Monteiro sublinhou que “a Mediação Intercultural é um mecanismo fundamental para envolver protagonistas locais na capacitação das comunidades para o acesso aos serviços públicos e privados, para a melhoria das suas condições de vida, para a promoção da sua integração e para o aprofundamento de relações sociais positivas em contextos multiculturais”. No âmbito do projeto, agora lançado, foram constituídas 12 Equipas de Mediação Intercultural, cada uma incluindo entre dois a cinco elementos, num total de 42 mediadores/as provenientes de comunidades ciganas e migrantes a que se somam os oito pelo programa ROMED, especificamente para as pessoas ciganas, e também os projetos de mediação desenvolvidos através do Programa Escolhas, do ACM. As novas equipas de mediação são coordenadas localmente pelos municípios e a sua intervenção visa apoiar os processos de integração das comunidades mais vulneráveis e contribuir para a coesão social, a melhoria da qualidade de vida e a convivência intercultural. No fundo, pretende-se que os/as mediadores/as sejam pontos focais, criadores de redes de parceria, para, na proximidade, “procurar sanar ressentimentos, estabelecer pontes, diálogos, e propostas essencialmente de resolução dos problemas numa lógica de igualdade e de eliminação de assimetrias”, frisou a Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade. Na primeira mesa redonda, dedicada aos desafios da Mediação Intercultural, participaram representantes de cinco dos 12 municípios envolvidos na intervenção junto das comunidades – o Vice-Presidente da Câmara Municipal de Braga, Firmino Marques, a Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Moura, Lurdes Balola, e das coordenadoras das equipas dos municípios de Castelo Branco, Porto e Águeda, Fátima Santos, Carla Oliveira e Dina Calado – e as suas intervenções foram resumidas nas palavras-chave: acreditar, empatia, ser capaz, entreajude e esperança. “Confiança” foi a palavra escolhida por Olga Mariano, Presidente da Letras Nómadas – Associação de Investigação e Dinamização das Comunidades Ciganas, para iniciar a segunda mesa redonda com o tema “A importância da Mediação Intercultural” e com moderação da Coordenadora do Núcleo para o Diálogo Intercultural do ACM, Cristina Rodrigues. Ao testemunho de Olga Mariano juntaram-se os da representante da Associação Sol do Ave, Maria José Afonso, e das professoras da Rede de Ensino Superior para a Mediação Intercultural (RESMI), Elisabete Pinto da Costa e Ana Maria Silva, concluindo-se que a importância da Mediação Intercultural reside na promoção de contextos de convivência e interação positiva, construtiva e sustentável. A Diretora do Departamento de Apoio à Integração e Valorização da Diversidade do ACM, Luísa Ferreira Malhó, moderadora da primeira mesa redonda, fechou a sessão com o repto “ser capaz de acreditar, com empatia, com entreajuda e sem nunca perder a esperança”. O Projeto de Mediação Intercultural foi criado no âmbito do Plano Estratégico para as Migrações (PEM), em particular do previsto na medida 15 – a reestruturação do projeto de colocação de mediadores, a revisão dos projetos de mediação do ACM com a criação de um programa integrado de maior alcance –, e a Estratégia Nacional para a Integração das Comunidades Ciganas 2013-2020 (Resolução do Conselho de Ministros n.º 25/2013), que prevê, na Prioridade 12, “generalizar, a médio prazo, o Projeto Mediadores Municipais” e a concretização através da implementação do Projeto em novos Municípios.

 

fonte: https://www.acm.gov.pt/-/-a-mediacao-intercultural-e-uma-ferramenta-fundamental-

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Trabalho de Mediação Intercultural

O projeto de Mediação Municipal e Intercultural da Equipa de Águeda iniciou-se no terreno com o trabalho de mediação (Atividade 1), por parte da Equipa de Mediadores.

Este trabalho é realizado junto das crianças de etnia no contexto escolar mas também junto das suas famílias na própria comunidade, distribuídas por distintas freguesias do concelho.

Trata-se de um trabalho diário, realizado junto dos 3 Agrupamentos de Escolas do concelho (Agrupamento de Escolas de Águeda, Agrupamento de Escolas de Águeda Sul e Agrupamento de Escolas de Valongo do Vouga) e da Escola Secundária Adolfo Portela, contemplando todos os ciclos de ensino (desde o Pré-Escolar até ao Secundário).